Síndrome vertiginoso – causas e tratamento

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Síndrome vertiginoso – causas e tratamento – As perturbações do equilíbrio são uma das perturbações mais comuns, representando cerca de 5% das queixas apresentadas pelos doentes em Clínica Geral, e cerca de 10% daqueles que procuram o Otorrinolaringologista.

Para mantermos um bom equilíbrio, temos três órgãos receptores, que são o ouvido, a visão e a propriocepção, tendo este último a ver com a sensibilidade das articulações e da coluna, com uma certa sensibilidade postural.

Depois, o cérebro gere toda a informação recebida destes órgãos e que executa o equilíbrio a nível muscular. Qualquer lesão ao nível dos ouvidos, na visão, a nível da propriocepção, do cérebro, ou a nível muscular, pode levar a problemas ao nível do equilíbrio, sendo que poderemos estar perante várias síndromes diferentes consoante a lesão.

A primeira dificuldade ao nível do diagnóstico passa por saber qual destes órgãos está afectado. No entanto, a maioria dos síndromes vertiginosos partem do ouvido, porque no fundo é o único órgão do nosso corpo feito especificamente para o equilíbrio: metade do ouvido serve para ouvir e a outra metade para nos equilibrarmos.

A vertigem é um sintoma caracterizado pela ilusão de movimento. Alguns percebem este sintoma como sendo o próprio a movimentar-se e outros como sendo o meio ambiente. Quase toda a gente já experienciou esta sensação após rodar várias vezes sobre si mesmo.

Os especialistas estimam que metade dos portugueses já terá tido vertigens. Mas o que importa salientar é que as vertigens não são uma doença, mas sim um sintoma que tem causas diversas, que não se devem menosprezar e que têm tratamento.

 

O indivíduo afetado tem a sensação de ver tudo rodar em sua volta. A síndrome também é chamada de tontura, já que é exatamente assim que a pessoa se sente, tonta.

A sensação de vertigem mais comum é a rotatória, mas a vertigem pode também ser uma sensação de “balançar” ou de “queda” dependendo do doente e do síndrome vertiginoso.

O síndrome vertiginoso pode provocar várias sensações desconfortáveis e desagradáveis, tais como:

  • Sensação de incapacidade e insegurança;
  • Sensação de girar ou estar em movimento mesmo quando se está parado. Movimentos que envolvam a cabeça ou movimentos bruscos podem piorar este sintoma;
  • Náuseas;
  • Enxaqueca;
  • Zumbido nos ouvidos;
  • Cansaço;
  • Desequilíbrio;
  • Falta de coordenação do corpo;
  • Nistagismo (é um movimento ocular involuntário, habitualmente conjugado (os dois olhos deslocam-se segundo eixos visuais paralelos), caracterizado por uma sucessão de movimentos que mudam alternadamente de sentido; pode ter origem vestibular ou extra-vestibular, distinguindo-se pelas características diferentes do movimento).

Quais São os Fatores de Risco Para a Vertigem?

Lesões na cabeça podem aumentar o risco de desenvolvimento de vertigem, assim como certos medicamentos, incluindo alguns anticonvulsivantes, remédios para pressão arterial, anti-depressivos, e, até mesmo, uma simples aspirina.

Tudo o que pode aumentar o risco de acidente vascular cerebral (pressão arterial alta, doença cardíaca, diabetes e tabagismo) também pode aumentar o risco de desenvolver vertigem. Em algumas pessoas, o consumo de álcool também pode causar vertigem.

Quais São os Fatores de Risco Para a Vertigem? - Síndrome Vertiginoso

Como tratar o Síndrome vertiginoso

O tratamento só poderá ser indicado por um médico especialista que tenha todas as informações necessárias sobre o caso em questão. Contudo, normalmente as recomendações não variam muito.

E, além dos tratamentos, há alguns cuidados que pode ter para controlar o problema:

  • Evitar atividade física violenta;
  • Fazer movimentos controlados;
  • Alimentação adequada: Reduza os alimentos ricos em gorduras saturadas, assim como o sal;
  • Terapias alternativas como o yoga, a acupunctura ou homeopatia.

Há muitas doenças que podem causar vertigens, algumas são patologias do ouvido interno (aparelho vestibular), mas outras podem ser de causa metabólica (diabetes, problemas da tiroide…), cardiovascular, neurológica (tumores, doenças degenerativas, enxaqueca, etc.) ou problemas cervicais.

As doenças do ouvido interno mais frequentes são:

  • VPPB: provocada por uma deslocação de partículas denominadas otolitos (“cristais”) para os canais. O doente sente normalmente uma vertigem intensa no virar na cama ou com alguns movimentos cervicais. É facilmente diagnosticada e tem um tratamento muito eficaz com manobras reabilitadoras que o médico faz na consulta.
  • Doença de Ménière: Apresenta crises com horas de duração de vertigem intensa, naúseas e vómitos, perda de audição e zumbido. Deve ser diagnosticada o mais precocemente possível, evitando a degradação física e psíquica do doente.
  • Neuronite Vestibular: Crise intensa de vertigem e naúseas com dias de evolução, levando por vezes ao internamento. É fundamental um bom diagnóstico para descartar outras causas potencialmente graves, nomeadamente neurológicas, que podem confundir o diagnóstico.
  • Labirintite: Crise de vertigem e perda da audição. Um diagnóstico precoce ajuda a melhorar o tratamento do doente.

Os síndromes vertiginosos podem ocorrer em qualquer altura da vida mas são particularmente perigosos após os 65 anos, devido ao aumento do risco de quedas.

Em conclusão, diremos que o síndrome vertiginoso pela sua frequência, incapacidade que proporciona, incómodo pelos sintomas apresentados, incerteza pela sua natureza e dúvida pela gravidade que pode encerrar, constitui para os doentes que dele padecem uma forte preocupação e para os médicos chamados a tratá-lo, um desafio aos seus conhecimentos e dedicação esclarecida, face à variabilidade etiológica com que se pode apresentar.

Síndrome vertiginoso – causas e tratamento
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AVISO: Este artigo é meramente informativo, não temos capacidade para receitar nenhum tratamento médico nem realizar nenhum tipo de diagnóstico.
Consulte o seu médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.
2 Comentários
  1. Matilde

    | Responder

    Já padeci deste problema, mas com algum acompanhamento médico melhorei muito

  2. Eduardo

    | Responder

    Tenho que ter alguns cuidados no meu dia a dia devido a este sindrome

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