Bem Estar Emocional

Síndrome de Burnout (esgotamento profissional)

Causas, sintomas e tratamento

O conceito de síndrome de burnout surgiu em 1974 pelo psicanalista nova-iorquino Herbert J. Freudenberger, que o denominou como “um estado de esgotamento físico e mental, cuja causa está profundamente ligada à vida profissional”.

De acordo com os dados de 2016 da Associação de Psicologia da Saúde Ocupacional, 17,3% dos trabalhadores portugueses estão em burnout.

Estes números têm vindo sempre a aumentar: em 2008 eram 9% e em 2013 passaram a ser 15%.

Se está reiteradamente em situações de grande stress no trabalho ou se sente que está sempre num estado total de fadiga física e mental, então pode padecer da síndrome de burnout.

Ainda que possa ser desencadeada em qualquer tipo de actividade profissional, verifica-se uma maior predisposição para esta síndrome em profissionais de ajuda.

Ou que impliquem o contacto diário com pessoas a quem prestem determinado serviço.

Professores, profissionais de saúde, serviço social, entre outros, dada a enorme responsabilidade e obrigação profissional e o maior envolvimento emocional.

Pode ser apreciado um período prolongado do tempo onde o indivíduo experiência a exaustão e a falta do interesse nas coisas, tendo como resultado um declínio no seu desempenho no trabalho.

Os sinais e sintomas são ligeiros no início, mas vão piorando com o passar do tempo.

Pense nos primeiros sintomas como alertas vermelhos de que algo está errado e que precisa ser resolvido.

A síndrome de burnout, também conhecida como síndrome de esgotamento profissional, é causada directamente pelo excesso de trabalho.

 

Burnout (esgotamento profissional)

 

É usual em pessoas que lidam diariamente com a pressão no trabalho e que têm responsabilidades muito exigentes.

Esta síndrome desenvolve normalmente, nervosismo, dores de barriga, cansaço excessivo, fadiga e algumas tonturas.

Se não sente vontade para sair de casa ou da cama e se está sob situações de stress constantes, pode estar perante o início de síndrome de burnout.

Para evitar o burnout deve substituir alguns hábitos de vida de modo a sentir-se mais relaxado e sem qualquer tipo de stress acumulado.

Um passeio ou caminhada ao final da tarde, uma ida ao ginásio, o convívio com a família ou um jantar entre amigos são alguns dos exemplos de mudanças no seu estilo de vida que pode optar por fazer.

 

 

SINAIS E SINTOMAS DE SÍNDROME DE BURNOUT

Insónias Ausência total de sono durante uma grande parte da noite que provoca agitação corporal;

• Perda de concentração Perda total da capacidade de focar num problema em minutos;

• Ansiedade e raiva – Consequências na capacidade de trabalho e até na gestão da vida pessoal. Os ataques de pânico podem ser frequentes também;

• Fadiga crónica – Sensação de cansaço geral que avança para sensação de esgotamento físico e emocional;

• Sintomas físicos – dificuldades digestivas, palpitações, dores de cabeça, dores musculares, alterações do trânsito intestinal e dores cervicais;

• Aumento da susceptibilidade às infecções – O sistema imunitários é afectado pelas hormonas de stress, diminuindo o seu potencial de lutar contra agentes agressores;

• Mudança dos hábitos alimentares – Perda de apetite ou necessidade incontrolável de ingerir alimentos doces, mais comum nas mulheres;

• Depressão – Uma doença grave que está associado a sensações de solidão, isolamento e que implica tratamento médico.

 

Síndrome de Burnout

 

Dentro das profissões que mais se destacam por casos de burnout

estão, por exemplo,

enfermeiros, polícias, bombeiros, professores e médicos.

 

6 DICAS PARA MELHORAR SINTOMAS DE SÍNDROME DE BURNOUT

1. Comece o dia com um ritual de relaxamento – em lugar de saltar da cama assim que acorda fique, pelo menos, 15 minutos deitado a meditar, a espreguiçar-se suavemente,  a escrever no seu diário ou a ler algo que o cative.

2. Adopte um estilo de vida mais saudável – pratique exercício regularmente, tenha uma alimentação saudável e descanse o suficiente. Assim vai ter mais energia para lidar com as dificuldades da vida.

3. Estabeleça limites – Não se sobrecarregue – aprenda a dizer “não”. Ao dizer “não” a algumas coisas, isso vai permitir que diga “sim” ao que verdadeiramente importa.

4. Faça uma pausa diária de tecnologias – determine um tempo por dia para se abstrair de todas as tecnologias. Faça uma pausa diante do computador e desligue o seu telemóvel.

5. Descubra o seu lado criativo – a criatividade é um antídoto poderoso para o burnout. Experimente algo novo, comece um projecto divertido ou continue a realizar o seu hobbie Escolha actividades que não estejam relacionadas com o seu trabalho.

6. Aprenda a controlar o stress – quando os sintomas de burnout começam a surgir, poderá sentir-se incapaz.

No entanto, tem muito mais controlo sobre o stress do que pensa. Aprender a gerir o stress pode ajudá-lo a recuperar o equilíbrio que precisa.

 

Síndrome de Burnout

 

 

SÍNDROME DE BURNOUT OU DEPRESSÃO?

 

O burnout é motivado por uma exaustão/stress profissional e, uma vez terminada a situação que provoca essa exaustão/stress, a pessoa melhora substancialmente e recupera.

Alguns especialistas sustentam que existe uma relação causa-efeito sistémica. Ou seja, a depressão é uma consequência do burnout que resulta da ansiedade, desmotivação ou perda de sentido.

Isto porque quando a nossa profissão deixa de fazer sentido, comprometemos grande parte da nossa vida, tendo repercussão na auto-estima.

 

 

TRATAMENTO DE BURNOUT

O tratamento é complexo e envolve várias valências.

Idealmente deverá haver uma melhoria nas condições e relações de trabalho, sendo que em casos mais extremos, deverá haver uma ausência temporária (baixa médica) até que a pessoa se restabeleça e encontre o seu equilíbrio emocional.

O tratamento farmacológico é ainda bastante utilizado, apesar de apenas atenuar os sintomas de stress e de depressão.

A terapia mais adequada, que ajuda a pessoa a reestruturar-se emocionalmente e a encontrar um equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, é a psicoterapia.

Lembre-se da importância de procurar apoio profissional nestas situações.

Este apoio poderá ainda ser complementado, por exemplo, pelo diálogo com familiares, amigos ou até mesmo outros colegas de trabalho.

O protelar da situação vai deteriorando, cada vez mais, as capacidades para se reorganizar podendo chegar a um extremo em que terá de parar de trabalhar.

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AVISO: Este artigo é meramente informativo, não temos capacidade para receitar nenhum tratamento médico nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Consulte o seu médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

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